IDEIAS QUE COLAM
Autores: Fábio Manuel Kapa,
Coautores:
Datas: Recebido: 04-01-2026 | Publicado: 04-01-2026
Resumo
ada passo de um soldado do exército norte-americano é precedido de enorme planejamento, que pode ser remontado a uma ordem original do presidente dos Estados Unidos. O presidente ordena que o Comitê dos Chefes do Estado-Maior cumpra um objetivo; então, esse Comitê define os parâmetros da operação. Assim, as ordens e os planos começam a surgir em cascata – de generais para coronéis, de coronéis para capitães. Os planos são bem abrangentes, especificando o “esquema de manobras” e o “conceito de disparos” – o que cada unidade fará, que equipamentos utilizará, como ela substituirá munições e assim por diante. As ordens são como bolas de neve acumuladas até apresentarem especificidade suficiente para orientar as ações de cada soldado em momentos específicos
Introdução
Comecemos a nossa reflexão partindo do facto histórico proposto por Piletti (2004): Por ocasião do tratado de Lancaster, na Pensilvânia (Estados Unidos), no ano de 1744, entre o governo da Virgínia e as seis nações indígenas, os representantes da Virgínia informaram aos índios que em Williamsburg havia um colégio dotado de fundos para educação de jovens índios e que, se os chefes das seis nações quisessem enviar meia dúzia de seus meninos, o governo se responsabilizaria para que eles fossem bem tratados e aprendessem todos os conhecimentos do homem branco. A essa oferta, o representante dos índios respondeu: ―Apreciamos enormemente o tipo de educação que é dada nesses colégios e nos damos conta de que o cuidado de nossos jovens, durante sua permanência entre vocês, será custoso. Estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa. Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam a vossa ciência. Mas, quando voltaram para nós, eles eram maus corredores, ignorante da vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles ficaram totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores da Virgínia que nos enviem alguns de seus jovens que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens.‖